É PRECISO BARRAR O TRUMPICÍDIO!

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A posse do novo presidente americano, Donald Trump, no próximo dia 20 de janeiro, promete agravar ainda mais a já complicada situção mundial.

Trump perdeu nas urnas, mas, foi eleito por um colégio eleitoral que lhe entregou o cargo mais importante na política mundial.

O cara errado

Trump é um magnata do setor imobiliário e não possui nenhuma credencial conhecida para assumir e dirigir a principal potência imperialista do planeta. Mas essa não é uma originalidade exclusiva, seu antecessor, Barack Obama, antes de ser guindado à presidência, não passava de um senadorzinho mediocre. E a história mostrou outros, igualmente sem preparo, como Ronald Reagan.

É um dos homens mais ricos no mundo e a revista Forbes o coloca na posição 324, em 2016.

Esse dado não é um detalhe em sua biografia e ninguém pode manter essa posição sem pisar em muitas cabeças.

O seu discurso de campanha foi de extrema-direita, racista, xenófoba e agressiva. A sua eleição provocou protestos imediatos nos EUA, com manifestantes indignados bradando: Não me representa!

Em todo o mundo democrático foi um balde de água gelada e, agora, irá piorar a infame lista dos líderes mundiais, que já consta de nomes como Merkel, Putin, Xi Jinping, Narendra Modi e Bashar al-Assad.

Na hora errada

Foi o pior resultado possível na hora errada. Vivemos uma crise econômica e social grave. O gabinete de Trump é um seleção esmerada do que, para nós, poderia haver de pior. Como secretário de estado, a escolha foi Rex Tillerson, empresário e principal dirigente da ExxonMobil. Na secretaria do tesouro, o escolhido foi Steven Mnuchin, por longo tempo um dos diretores da Goldman Sachs. Apenas esses dois escolhidos já são suficientes para entendermos que o novo gabinete Trump irá aumentar ainda mais a desigualdade social e a concentração de renda, com uma política voltada aos interesses das grandes empresas e do setor financeiro. O que Trump chama de reviver a “grande américa”, segundo a sua lógica, nada mais é do que fazer brilhar outra vez a rapinagem americana sobre os povos de todo o planeta. É um gabinete de guerra contra a população mundial.

Já vivemos guerras trágicas como a da Síria e, com as grandes empresas petrolíferas sentadas no governo, já podemos vislumbrar mais e mais conflitos e um número crescente de inocentes mortos. Não caminharemos para a paz, mas, para situações de maiores enfrentamentos.

Isso não seria muito diferente se os democratas tivessem vencido, mas, concretamente, teremos um monstro declarado na presidência americana.

Fritar a vida no planeta

De todos os problemas atuais e o menos compreendido é o da grave crise climática que vivemos. Certamente, milhões de pessoas em todo o mundo sabem que o clima está mudando. São pessoas que viveram as secas nos países pobres da África, Ásia, mas, inclusive, em estados americanos, como a California. Ou enchentes nos quatro continentes e também em solo americano, como a ocorrida, em agosto, na Louisiana. Estimativas preliminares apontam que, só nos EUA, as perdas causadas pelas inundações, em 2016, atingiram 158 bilhões de dólares. Ou furacões como o Matthew que matou cerca de 1600 pessoas por onde passou, principalmente no Haiti e, também, nos EUA,onde 49 foram mortos. Além dos incendios florestais qua já se tornaram uma rotina americana.

O que a maioria não entende direito é que a crise climática já é real e já é grave. E que, se não a resolvermos agora, haverá um sofrimento impossível de se imaginar. Não será um problema para os filhos ou netos, como muitos ainda acreditam, desorientados pelas informações desencontradas existentes nos meios de comunicação. E, também, divulgadas errôneamente para defender interesses de grandes empresas, particularmente da indústria de combustível fóssil.

A subida de Trump, que nega a existência dessa crise climática, irá agravar de forma demencial uma crise que deveria ser solucionada imediatamente. Isso ficou evidente com a escolha de um homem da ExxonMobil para o seu gabinete e só podemos esperar que irá dar passe livre para as empresas desse setor.

O que teremos a curto, médio e longo prazo é um verdadeiro trumpicídio, com milhões morrendo em guerras; milhões de pobres morrendo de inanição e sede. O comprometimento das condições de sobrevivência das populações pobres do planeta e também dos povos originários em um futuro não tão distante, que acarretará outros milhões de mortos.

O agravamento da crise climática irá causar, também, não só a morte de seres humanos, como a de outros seres, que chamamos de animais, e plantas. Se permitirmos que Trump frite a vida no planeta, muitas das espécies existentes, que conhecemos e, também, que desconhecemos, serão extintas em um futuro próximo.

Sem paz, sem descanso

Se, apesar de tudo, ainda quisermos ter um mundo onde possamos viver de maneira humana, não pode haver nem descanso nem paz enquanto não barrarmos o trumpicídio.

Para barrar o trumpicídio só existe o caminho das ruas. Aqui mais uma vez cabe lembrar as palavras do velhinho barbudo:

Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos!

E, também, vale acrescentar: Não ao trumpicídio!

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