Lançamento de candidata indígena à presidência, em 2018, muda o México

indigenamx

O Congresso Nacional Indígena(CNI) e o Exército Zapatista de Libertação Nacional(EZLN) decidiram lançar uma candidata indígena para as eleições presidenciais do México, em 2018.

A decisão foi tomada durante a segunda etapa do V Congresso do CNI, realizada da localidade zapatista de Oventic, no estado de Chiapas, que contou com a participação do EZLN.

O congresso, reunido entre os dias 28 de dezembro e 1 de janeiro, decidiu, também, pela formação de um Conselho de Governo Indígena, cujo objetivo será governar o país, que se encontra em uma extraordinária crise econômica, politica e social.

O CNI é a principal representação dos povos originários e é formado por 66 etnias. O EZLN, fez sua aparição pública, em 1994, quando tomou militarmente a cidade de San Cristóbal de las Casas, em Chiapas, no sul do país. Desde então, transformou-se na principal força de esquerda, com presença em todo país e, principalmente, no sul, onde controla várias áreas.

Uma candidatura que já mudou o México

A candidata oficial será uma mulher indígena saída das fileiras do CNI e será anunciada em maio próximo.

Sem dúvida, essa candidatura terá a face das ruas do México, da maioria que circula por elas. Será a candidata dos pobres, explorados e oprimidos contra as elites mexicanas e o narco-tráfico, que transformaram o país em uma terra sem lei.

O seu anúncio representa uma ameaça real às elites mexicanas. É uma candidatura que pode vencer e acabar não só com a exploração capitalista, mas, com mais de quinhentos anos de opressão iniciada com a invasão européia.

Essa decisão já mudou o panorama político do México, caracterizada por uma crise fenomenal.

Uma discussão indispensável na esquerda mundial

A possibilidade, real, de vitória de uma candidatura dos oprimidos no México é uma questão que interessa não apenas aos mexicanos mas aos trabalhadores, camponeses pobres e povos originários de todo o planeta.

Essa possibilidade de vitória incomoda também seu vizinho do norte, os EUA, que será governado pelo reacionário Trump. Trump considera o México um território controlado e subordinado aos interesses americanos, que possuí um fortuna investida nas chamadas “maquiladoras”, empresas ianques, que usam o México como base de produção explorando sua mão-de-obra mais barata.

Isso nos leva a várias questões que será necessário discutir, entre outras: É possível que os EUA permitam que uma “índia” possa ser eleita? É possível uma indígena presidir o México debaixo do nariz de Donald Trump?

Uma vitória no México, em 2018, acenderia outra vez uma chama de esperança – essa que parece nos estar faltando – em todo o mundo.

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